Gramado entra na véspera da Gramado Summit 2026 com um novo dado de peso no radar da economia gaúcha: 40 startups foram selecionadas para expor no evento.
A lista foi divulgada pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul a menos de dois meses da abertura oficial da feira.
Marcada para 6 a 8 de maio, no Serra Park, em Gramado, a edição de 2026 reforça o município como vitrine nacional de inovação.
Seleção oficial coloca 40 empresas no centro da feira
A seleção final foi anunciada pela Sict em 9 de março. As empresas escolhidas terão inscrição e espaço de exposição custeados pelo governo estadual.
Segundo o edital, o estande é destinado a startups com operação no Rio Grande do Sul. A política busca ampliar a presença de negócios gaúchos diante de investidores e parceiros.
Na curadoria, houve prioridade para projetos ligados a turismo, saúde, educação e agronegócio, áreas com forte conexão com a economia regional.
Entre os nomes listados estão empresas de biotecnologia, saúde digital, software, eventos, automação, reciclagem, computação em nuvem e soluções para o agro.
- Biotecnologia e exames genéticos
- Health techs e plataformas médicas
- Soluções para turismo e eventos
- Ferramentas de dados, nuvem e automação
- Tecnologias para resíduos e sustentabilidade
O movimento amplia a densidade de negócios da feira e ajuda a explicar por que Gramado virou, além de destino turístico, um dos endereços mais estratégicos para encontros de inovação.

Gramado Summit começa nesta terça-feira com agenda ampliada
A edição de 2026 acontece de 6 a 8 de maio e chega à nona realização. O governo gaúcho atua novamente como correalizador do evento.
Na programação pública do Estado, a Arena de Conteúdos RS terá mais de 40 atrações distribuídas ao longo dos três dias da feira.
De acordo com o Palácio Piratini, o espaço reunirá especialistas, gestores, empreendedores, pesquisadores e representantes do setor público em debates sobre desenvolvimento econômico.
Entre os temas previstos estão dados, inteligência artificial, turismo, governança, mudanças climáticas, inclusão social e formação de talentos.
- Uso de dados e inteligência artificial
- Turismo como vetor de desenvolvimento
- Saúde e inovação aplicada
- Ecossistemas regionais e cidades inteligentes
- Resiliência climática e inovação no agro
Em publicação oficial, o governo informou que a arena terá programação contínua e foi estruturada para aproximar setor público, academia, empresas e sociedade civil.
Esse desenho ajuda a explicar a aposta política e econômica no evento, que já superou a condição de feira setorial e passou a operar como plataforma de articulação.
Tema “Make It Human” orienta a edição de 2026
Na reta final de preparação, um encontro prévio realizado em Porto Alegre apresentou a linha central da edição deste ano: “Make It Human”.
O conceito foi destacado no warm-up promovido em 29 de abril, uma semana antes do início da programação principal em Gramado.
Segundo o governo estadual, a proposta é discutir inovação sem deslocar o protagonismo humano, em um momento de aceleração de ferramentas digitais e inteligência artificial.
Marcus Rossi, CEO da Gramado Summit, resumiu a ideia ao afirmar que a edição pretende traduzir a inovação a partir das pessoas, e não apenas da tecnologia.
Na prática, isso desloca parte do debate para perguntas mais concretas sobre emprego, produtividade, formação profissional, turismo qualificado e serviços públicos.
- Primeiro, o evento amplia o foco além das startups.
- Depois, conecta inovação a políticas públicas e economia regional.
- Por fim, usa Gramado como palco para projeção nacional desses debates.
Essa combinação é relevante porque a cidade entra na semana do evento com alta exposição institucional e expectativa de circulação intensa de executivos, investidores e visitantes.
O que a escolha das startups sinaliza para Gramado e para o RS
A lista das 40 startups funciona como um termômetro de prioridades do ecossistema gaúcho. O recorte setorial aponta para problemas concretos, e não apenas para promessas de mercado.
Quando turismo e saúde aparecem entre as áreas priorizadas, o sinal é direto: o Estado quer vincular inovação a cadeias com demanda real e impacto imediato.
No caso de Gramado, esse recorte é especialmente simbólico. A cidade concentra hospitalidade, eventos, gastronomia e circulação de visitantes, o que transforma o município em laboratório natural.
Já para o Rio Grande do Sul, a estratégia busca espalhar visibilidade a empresas ainda em fase de consolidação, oferecendo palco, conexão e chance de validação comercial.
O governo também informou que o estande estadual recebeu mais de 40 painéis, palestras e apresentações de iniciativas estratégicas, reforçando a escala da participação oficial.
Esse volume indica duas tendências simultâneas: competição crescente por visibilidade dentro da feira e consolidação de Gramado como espaço de agenda pública para inovação.
Semana do evento abre disputa por negócios, imagem e influência
A menos de 24 horas da abertura, a Gramado Summit deixa de ser apenas um compromisso do calendário e vira uma disputa concreta por atenção, investimento e reputação.
Para as startups selecionadas, o ganho imediato é exposição qualificada. Para Gramado, o benefício é manter a cidade no centro das conversas sobre nova economia.
Para o Estado, a participação amplia a narrativa de reconstrução e crescimento baseada em tecnologia, integração regional e cooperação entre governos, empresas e universidades.
O aquecimento final já havia sido apresentado no pré-evento de Porto Alegre, que antecipou a programação e reforçou o tema da edição diante de convidados e organizadores.
Com isso, Gramado chega ao dia 6 de maio não apenas como sede de uma feira, mas como ponto de convergência entre turismo, política pública e negócios digitais.
Se o fluxo de visitantes costuma definir o pulso da cidade, nesta semana o indicador mais observado será outro: quantas conexões reais a Gramado Summit conseguirá transformar em negócio.
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