A Gramado Summit 2026 encerrou sua programação no Serra Park com um eixo que extrapolou o debate sobre startups: a tentativa do governo gaúcho de usar o evento para vender o Estado como destino de novos investimentos.
O movimento reuniu Invest RS, Secretaria de Turismo, Planejamento e Meio Ambiente em painéis voltados a inovação, transição energética, turismo e uso de dados públicos.
Na prática, Gramado virou nesta semana uma vitrine institucional para negócios, em um esforço que combina agenda econômica, reconstrução climática e reposicionamento competitivo do Rio Grande do Sul.
Invest RS e governo estadual ampliam ofensiva por negócios
A Invest RS informou que participou da edição de 2026 da feira para posicionar o Rio Grande do Sul como território estratégico para inovação e novos negócios.
Segundo o órgão, a estratégia combinou presença institucional, atendimento a investidores e apresentação de oportunidades em setores considerados prioritários para o crescimento gaúcho.
A agência também levou ao evento os chamados Books de Oportunidades e Investimentos, ferramenta usada para aproximar projetos públicos e privados de potenciais parceiros.
Esse foco diferencia a edição deste ano por transformar Gramado em palco de articulação econômica, e não apenas em sede de um encontro de tecnologia.
- Entidade central: Invest RS
- Local: Serra Park, em Gramado
- Período do evento: 6 a 8 de maio de 2026
- Objetivo declarado: atrair investimentos e fortalecer novos negócios

Turismo, energia e inovação entraram no mesmo pacote
Um dos painéis destacados pela gestão estadual reuniu turismo, inovação e transição energética como áreas integradas na disputa por capital e competitividade.
A Secretaria de Turismo afirmou que o debate sobre oportunidades ocorreu com base no Book de Investimentos do setor, lançado antes no exterior e reapresentado em Gramado.
De acordo com a pasta, o painel tratou de estratégias para atração de novos negócios e fortalecimento da competitividade gaúcha, conectando turismo a uma agenda econômica mais ampla.
Ao incluir esse tema num evento de inovação, o governo tenta vender a ideia de que o turismo também pode operar como plataforma de investimento estruturante.
- Turismo com foco em negócios
- Transição energética como ativo competitivo
- Uso de dados para gestão pública
- Conexão entre setor público e investidores
Clima e dados públicos ganharam espaço na narrativa oficial
A programação ainda incorporou temas ligados à crise climática e à modernização da máquina pública, dois assuntos sensíveis no Estado após os eventos extremos recentes.
Na área ambiental, a Secretaria do Meio Ambiente apresentou ações de descarbonização e redução de emissões debatidas na Gramado Summit 2026, incluindo programas voltados ao campo e à recuperação vegetal.
Já a Secretaria de Planejamento levou iniciativas de inteligência artificial e indicadores para defender uma gestão pública mais orientada por evidências.
O recado político foi direto: Gramado serviu como vitrine para mostrar que a recuperação e o crescimento do RS dependem de inovação, sustentabilidade e capacidade de execução.
- O evento começou em 6 de maio.
- Os painéis avançaram até 8 de maio.
- O governo distribuiu agendas por áreas estratégicas.
- O foco final foi atrair parceiros e reforçar a imagem do Estado.
Para Gramado, o saldo imediato é simbólico. A cidade reforça seu papel como palco de agendas nacionais, enquanto o governo estadual tenta converter visibilidade em investimento real.
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