O prefeito de Gramado, Nestor Tissot, entrou em 2026 sob pressão política e jurídica após a divulgação de uma condenação por improbidade administrativa ligada à gestão do Natal Luz entre 2007 e 2011.
A sentença, assinada em 25 de outubro de 2025, voltou ao centro do debate local porque atinge diretamente um prefeito reeleito e ainda no exercício do cargo.
Segundo a condenação por improbidade administrativa ligada ao Natal Luz, Tissot teve os direitos políticos suspensos por dez anos em decisão de primeira instância.
O que diz a decisão judicial
A ação trata da organização do Natal Luz em um período anterior ao mandato atual, com foco em fatos investigados entre 2007 e 2011.
De acordo com a decisão citada pela CNN Brasil, o processo também envolve o ex-prefeito Pedro Henrique Bertolucci e empresários ligados à estrutura do evento.
O entendimento judicial aponta supostas irregularidades na condução administrativa e na manutenção do controle do festival por um grupo privado.
O valor de ressarcimento indicado na cobertura é de mais de R$ 1,5 milhão, enquanto o Ministério Público sustenta que os desvios investigados superariam cifra bem maior.
- A sentença é de primeira instância.
- O caso envolve fatos antigos, não a edição atual do evento.
- A defesa informou que pretende recorrer.

Por que o caso volta ao foco em 2026
O impacto político é relevante porque Tissot foi reeleito em 2024 com ampla vantagem e comanda um dos destinos turísticos mais estratégicos do Sul do país.
Em outubro de 2024, ele venceu a eleição municipal com 78,2% dos votos válidos em Gramado, consolidando forte capital político local.
Isso ajuda a explicar por que um processo sobre gestões passadas segue produzindo reflexos administrativos, eleitorais e institucionais no presente.
A defesa do prefeito afirma ter convicção da legalidade do modelo adotado à época e sustenta que cabem recursos às instâncias superiores.
- Há repercussão política imediata.
- O tema pode gerar disputa jurídica prolongada.
- A discussão recai sobre transparência e governança pública.
Contexto administrativo em Gramado
O caso emerge num momento em que a prefeitura tenta associar sua imagem a modernização institucional, planejamento urbano e reorganização regulatória.
No ambiente oficial do município, a gestão destaca medidas recentes como alterações no zoneamento e consulta pública do Plano Diretor 2026, sinalizando agenda de atualização administrativa.
Esse contraste entre modernização da máquina pública e desgaste judicial ajuda a ampliar o peso político da condenação sobre o governo municipal.
Para a oposição, o processo pode alimentar questionamentos sobre legado administrativo. Para aliados, a prioridade será sustentar que o caso ainda não transitou em julgado.
- A condenação aumenta a pressão sobre a imagem do governo.
- O recurso da defesa será decisivo para os próximos passos.
- O tema tende a permanecer no debate político de Gramado.
O que observar daqui para frente
Os desdobramentos mais importantes agora são jurídicos. O ponto central será saber se instâncias superiores mantêm, reduzem ou anulam a decisão.
Também será relevante acompanhar eventuais manifestações do Ministério Público, da Câmara local e da própria prefeitura sobre efeitos práticos da sentença.
No curto prazo, o episódio reforça um cenário em que Nestor Tissot segue no cargo, mas com uma condenação relevante no histórico recente.
Em Gramado, onde turismo, imagem pública e confiança institucional caminham juntos, esse processo deixa de ser apenas memória administrativa e volta a ser notícia de alto impacto.
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