O prefeito de Gramado, Nestor Tissot, entrou no centro de uma nova crise administrativa após duas frentes de pressão do Ministério Público do Rio Grande do Sul em 2026.
A mais recente envolve a gestão do Hospital Arcanjo São Miguel, após a Justiça suspender o chamamento público que previa contratar uma organização social para administrar a unidade.
Antes disso, em março, Tissot já havia sido notificado para comprovar a exoneração do então chefe de gabinete Rafael Ronsoni por descumprimento da Lei Municipal da Ficha Limpa.
Justiça barra edital do hospital em Gramado
Em 7 de abril de 2026, o MPRS informou que obteve decisão liminar para suspender o Chamamento Público 2/2026, aberto pelo município para a gestão do Hospital Arcanjo São Miguel.
Segundo a ação, o edital previa teto mensal de R$ 4,9 milhões, valor considerado insuficiente para manter o funcionamento adequado da estrutura hospitalar.
O Ministério Público sustentou que um estudo técnico apontava necessidade de cerca de R$ 5,1 milhões por mês para operação sustentável.
Na decisão, a Justiça proibiu recebimento de propostas, julgamento e assinatura de contrato enquanto a suspensão estiver em vigor.
- Chamamento suspenso em todas as fases
- Contrato com OSS ficou travado
- Multa diária fixada em R$ 3 mil em caso de descumprimento

Pressão do Ministério Público já vinha de março
A tensão institucional não começou no caso do hospital. Em 13 de março, o MPRS notificou pessoalmente Nestor Tissot para comprovar, em 48 horas, a exoneração de Rafael Ronsoni.
De acordo com a Promotoria de Justiça de Gramado, a medida foi baseada na Lei Municipal da Ficha Limpa, que restringe nomeações de condenados por crimes contra a administração pública.
O órgão apontou que Ronsoni havia sido condenado pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho por peculato, em dez ocasiões, com manutenção da condenação por crimes contra a administração.
Esse histórico elevou a cobrança sobre a prefeitura e ampliou o desgaste político do núcleo mais próximo do Executivo municipal.
- Primeiro, surgiu a notificação sobre o chefe de gabinete.
- Depois, veio a discussão sobre legalidade e viabilidade do edital do hospital.
- Agora, o foco recai sobre governança e capacidade de resposta da prefeitura.
O que muda para a gestão de Nestor Tissot
Os dois episódios têm naturezas diferentes, mas produzem o mesmo efeito: aumentam a vigilância sobre decisões centrais do governo municipal.
No caso do hospital, o risco apontado pelo MPRS é de subfinanciamento do único hospital da cidade, com possível impacto na continuidade e na qualidade do atendimento.
Já no caso Ronsoni, o debate envolve integridade administrativa, cumprimento de norma local e responsabilidade direta do prefeito sobre cargos de confiança.
O portal do Diário Oficial do Município de Gramado concentra as publicações formais da administração e deve ser peça-chave para acompanhar próximos desdobramentos.
- Se houver novo edital, ele tende a sofrer escrutínio maior
- Nomeações políticas devem ser observadas com mais rigor
- A oposição ganha munição para cobrar transparência
Para Nestor Tissot, o desafio imediato é político e operacional: responder aos questionamentos sem paralisar áreas sensíveis, especialmente saúde e articulação interna do governo.
Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com apoio de Inteligência Artificial e revisado pelo editor-chefe Marcelo Neves. O Notícias Gramado mantém curadoria, checagem e responsabilidade editorial humana sobre as informações publicadas.
Sobre o autor:
Editor: Marcelo Neves
Transparência:
Política Editorial |
Uso de IA |
Correções |
Contato

