O prefeito Nestor Tissot voltou ao noticiário de Gramado por um eixo diferente das pautas recentes: a preparação do calendário turístico de médio prazo. A Gramadotur abriu, em fevereiro, um processo para selecionar proponentes de eventos de 2027, 2028 e 2029.
O movimento antecipa decisões sobre atrações estratégicas e reforça a tentativa da gestão municipal de dar previsibilidade ao setor cultural e turístico. Em uma cidade dependente de fluxo contínuo de visitantes, planejamento virou ativo político e econômico.
A discussão ganhou novo peso nesta semana porque Gramado já confirmou o 53º Festival de Cinema entre 12 e 22 de agosto de 2026, o que acelera comparações sobre como o município prepara as próximas temporadas.
Licitação abre disputa por projetos para o ciclo 2027-2029
Na área de licitações da Gramadotur, aparece o Pregão Eletrônico nº 003/2026, voltado à seleção de proponentes para eventos dos anos de 2027, 2028 e 2029.
O registro foi publicado em 19 de fevereiro e sinaliza que a autarquia começou cedo a montar a arquitetura dos próximos grandes eventos do município.
A medida desloca o foco da gestão Nestor Tissot do calendário imediato para uma estratégia de continuidade. Em Gramado, isso afeta turismo, comércio, hotelaria, gastronomia e cadeias de serviço vinculadas aos eventos.
- O processo mira três anos consecutivos de programação.
- A modelagem busca reduzir improvisos de última hora.
- O impacto potencial alcança fornecedores, artistas e patrocinadores.

Por que a decisão tem peso além da agenda cultural
Gramadotur é a autarquia municipal responsável pelos grandes eventos da cidade. No portal oficial, o órgão apresenta seu papel central na organização das principais datas do calendário local.
Isso significa que a abertura de seleção para 2027 a 2029 não é apenas burocrática. Ela funciona como um sinal antecipado para o mercado sobre o rumo da política pública de turismo.
Em paralelo, o Ministério do Turismo já vem apontando Gramado como destino consolidado e apoiado por investimentos federais. Em março, a pasta divulgou aporte de R$ 7,5 milhões em atrativos e acessos turísticos, com presença de Nestor Tissot na agenda.
Na prática, a combinação entre obras, calendário e promoção turística ajuda a cidade a sustentar a marca de destino premium da Serra Gaúcha.
- Eventos movimentam ocupação hoteleira.
- Contratações antecipadas tendem a melhorar negociação com fornecedores.
- A previsibilidade favorece a venda de pacotes e a captação de patrocínio.
Gestão tenta blindar a temporada futura de incertezas
Ao levar a disputa para três exercícios, a administração municipal tenta diminuir riscos operacionais e políticos. Esse tipo de planejamento costuma interessar ao trade porque permite organizar investimentos com mais segurança.
Também pesa o histórico local de forte dependência dos eventos âncora. Quando a programação atrasa, os reflexos aparecem em ingressos, montagem, divulgação e contratações temporárias.
No site de licitações da autarquia, a referência ao processo de proponentes para eventos de 2027, 2028 e 2029 reforça que a preparação do próximo ciclo começou antes da abertura do segundo semestre de 2026.
Para Nestor Tissot, o gesto tem valor administrativo. Para o setor turístico, vale como termômetro: Gramado quer entrar em 2027 com parte da vitrine já desenhada.
- A autarquia lançou a seleção ainda no primeiro bimestre.
- O calendário de 2026 segue em execução.
- O município já testa o terreno para as próximas temporadas.
Se houver avanço sem contestação relevante, a prefeitura poderá chegar ao próximo ciclo com mais previsibilidade operacional. Esse é um sinal observado de perto por empresários, produtores culturais e investidores da economia turística local.
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