Gramado entrou no radar da segurança pública gaúcha neste fim de abril por um motivo diferente do calendário turístico. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul e a OAB Subseção Canela/Gramado realizaram uma ação conjunta para ampliar a prevenção aos chamados golpes do falso advogado.
A iniciativa ocorreu em 9 de abril, em evento aberto no Hotel Buona Vitta, com participação de autoridades policiais e representantes da advocacia local. O foco foi explicar como atua a fraude, que tem gerado prejuízos financeiros e insegurança a moradores e clientes de escritórios.
Embora o encontro tenha sido realizado semanas antes, ele segue relevante em 30 de abril de 2026 porque expõe uma frente de combate institucional em curso na Serra Gaúcha, com apresentação de medidas, resultados e orientações práticas para reduzir novas ocorrências.
Polícia Civil e OAB colocam o golpe no centro da agenda em Gramado
Segundo a Polícia Civil gaúcha, a atividade foi organizada pela Delegacia de Polícia de Gramado, pela Delegacia de Canela e pela OAB local para discutir providências de prevenção e repressão ao crime.
De acordo com o comunicado oficial, o encontro reuniu a delegada Fernanda Aranha, titular da delegacia de Gramado, o delegado Vladimir Medeiros, titular da delegacia de Canela, e o presidente da subseção, Roberto Maldaner.
Na prática, a mobilização sinaliza que o problema deixou de ser tratado como episódio isolado. A leitura institucional é de que a fraude exige reação coordenada entre investigação criminal, orientação jurídica e comunicação pública.
O próprio anúncio do evento destacou que seriam apresentados dados, números e resultados concretos de ações conjuntas já realizadas, além de novas medidas para coibir esse tipo de delito.
- Participação da Polícia Civil de Gramado e Canela.
- Atuação conjunta com a OAB Subseção Canela/Gramado.
- Evento gratuito e aberto à comunidade.
- Ênfase em prevenção, investigação e orientação pública.

Como funciona o golpe do falso advogado
Esse tipo de crime normalmente começa com o uso indevido de dados de processos, nomes de advogados reais ou informações públicas sobre ações judiciais. Com isso, golpistas abordam vítimas por mensagem ou ligação.
O roteiro costuma repetir um padrão. O criminoso afirma haver valores a liberar, acordo prestes a ser concluído ou necessidade de pagamento urgente de taxas, custas ou depósitos para destravar supostos créditos.
Ao escolher esse tema para debate público, as instituições indicam que o alvo não é apenas a advocacia. O golpe atinge diretamente cidadãos que aguardam decisões judiciais e, muitas vezes, estão emocionalmente vulneráveis.
A estratégia adotada em Gramado segue um movimento mais amplo no Estado, já que a própria Polícia Civil informou que a atividade integra o calendário estadual de ações conjuntas articuladas no Rio Grande do Sul, reforçando respostas coordenadas entre instituições.
- O golpista obtém dados do processo ou da vítima.
- Finge falar em nome de advogado ou escritório conhecido.
- Cria senso de urgência para impedir checagem.
- Pede transferência bancária ou pix imediato.
- Desaparece após o pagamento.
Por que o tema ganhou força na Serra Gaúcha
Gramado concentra forte circulação de moradores, empresários, turistas e profissionais liberais. Esse ambiente amplia a exposição a golpes digitais, sobretudo os que exploram confiança, reputação e comunicação rápida por aplicativos.
Outro fator é a digitalização dos contatos entre escritórios e clientes. Mensagens instantâneas facilitaram o atendimento, mas também abriram espaço para fraudes que imitam linguagem profissional e identidade visual de bancas reais.
Quando Polícia Civil e OAB tratam o problema de forma pública, o gesto tem efeito pedagógico. A mensagem é simples: o golpe existe, é recorrente e precisa ser enfrentado com checagem de identidade e confirmação direta.
Esse esforço de prevenção conversa com o cenário recente do Estado, que também vem atualizando políticas e operações em diferentes áreas. Em outra frente, o governo gaúcho informou que publicaria em 30 de abril um novo regulamento ligado à reforma tributária, exemplo de como decisões oficiais e comunicados públicos exigem atenção redobrada contra tentativas de fraude.
- Uso de aplicativos para contato rápido com vítimas.
- Exploração de informações públicas e linguagem jurídica.
- Falsa urgência para pressionar pagamentos.
- Dificuldade inicial de identificação por parte do cliente.
O que muda para moradores e clientes de escritórios
O principal efeito prático do evento é ampliar o alerta em uma cidade onde a confiança na relação pessoal ainda pesa muito. A recomendação implícita das autoridades é desconfiar de cobranças inesperadas.
Se houver pedido de depósito, transferência ou pix para liberação de valores judiciais, a orientação mais segura é interromper a conversa e buscar confirmação em canais já conhecidos do escritório ou do profissional contratado.
Também pesa a necessidade de preservar provas. Capturas de tela, números de telefone, comprovantes e horários de contato ajudam a investigação e podem acelerar o rastreamento da fraude pelas delegacias responsáveis.
Para Gramado, a relevância da ação está menos no impacto imediato de um único evento e mais na criação de uma rotina de vigilância institucional. Quando OAB e Polícia Civil falam juntas, o recado ganha legitimidade e alcance.
O caso ainda mostra uma mudança no perfil da cobertura local. Em vez de turismo, obras ou eventos de negócios, a notícia mais sensível do momento aponta para segurança digital, proteção patrimonial e defesa do cidadão.
Sinais de alerta para evitar novas vítimas
As informações divulgadas pelas instituições permitem identificar um conjunto de cuidados básicos que podem reduzir o risco de golpe. Nenhum deles elimina totalmente a fraude, mas todos dificultam a ação criminosa.
- Desconfie de contatos com pressa excessiva.
- Não faça pagamento sem validação por outro canal.
- Confirme telefone e identidade do profissional.
- Evite clicar em links recebidos sem contexto.
- Guarde provas caso suspeite de fraude.
Em uma cidade acostumada a aparecer no noticiário por turismo e grandes eventos, o movimento de abril reposiciona a discussão pública. Desta vez, Gramado virou exemplo de articulação preventiva contra um golpe que se espalha silenciosamente.
Se a ofensiva institucional produzir mais denúncias e mais checagem por parte das vítimas, o encontro realizado na Serra pode ter efeito além do simbolismo. Em crimes de engenharia social, informação rápida costuma ser a primeira barreira real.
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