Gramado ganhou um novo marco cultural com a instalação de três murais permanentes sobre a história e a cultura Kaingang no Arquivo Público João Leopoldo Lied, na Vila Joaquina.
A iniciativa foi viabilizada com R$ 80 mil da Lei Paulo Gustavo e reposiciona o debate sobre memória local ao incluir os povos originários no espaço público urbano.
O projeto, executado pelo artista Alessandro Müller, surge como um fato distinto no noticiário recente da cidade e amplia o repertório simbólico de um município conhecido por exaltar a colonização europeia.
Projeto leva memória indígena ao espaço público de Gramado
Segundo o Ministério da Cultura, Gramado recebeu três murais permanentes que celebram a cultura Kaingang em uma ação financiada com recursos federais.
As obras foram pintadas na parede do Arquivo Público João Leopoldo Lied e tratam da relação entre território, ancestralidade e transmissão de saberes.
Os painéis apresentam símbolos ligados ao povo Kaingang e à paisagem regional, como a gralha-azul, a araucária e mãos protegendo uma muda de planta.
- São três murais permanentes.
- O local escolhido foi a Vila Joaquina.
- O autor das obras é Alessandro Müller.
- O financiamento veio da Lei Paulo Gustavo.

Investimento federal e foco em acessibilidade ampliam alcance
O Ministério da Cultura informou que o projeto recebeu R$ 80 mil, dentro da política nacional de fomento cultural executada após a regulamentação da Lei Paulo Gustavo.
Além da pintura, a ação inclui recursos de acessibilidade para visitantes cegos ou com baixa visão, com descrições em áudio acionadas por QR Code em cada mural.
Esse formato transforma a intervenção em experiência educativa, não apenas visual, e dialoga com políticas mais amplas de inclusão em equipamentos culturais.
No mesmo ciclo de debates sobre inovação na cidade, o governo gaúcho apresentou que a estratégia estadual de dados e inteligência artificial foi levada à Gramado Summit 2026, mostrando como o município concentrou agendas distintas no início de maio.
- O projeto teve verba federal específica.
- Há tecnologia de acessibilidade nos murais.
- Também ocorreram oficinas e ações educativas.
- A entrega definitiva foi prevista para março.
Por que a iniciativa muda o debate cultural da cidade
Gramado consolidou sua imagem turística com forte ênfase na imigração europeia, na gastronomia e em eventos sazonais. Os murais abrem uma nova camada narrativa para a identidade local.
Ao ocupar um espaço público com referências Kaingang, o projeto preenche uma lacuna histórica e insere a presença indígena no circuito visível da cidade.
Esse movimento também conversa com a diversificação recente de agendas em Gramado, onde o Estado buscou atrair novos negócios e destacar que a Invest RS usou a Gramado Summit para conectar inovação, turismo e investimentos.
No caso dos murais, porém, o impacto é menos econômico e mais simbólico: a cidade passa a reconhecer, em sua paisagem, uma memória anterior ao próprio roteiro turístico consagrado.
- O projeto amplia a representação cultural de Gramado.
- Inclui povos originários no espaço urbano central.
- Agrega acessibilidade e formação comunitária.
- Cria um novo ponto de interesse cultural local.
Com isso, Gramado adiciona um capítulo relevante à agenda cultural de 2026 e transforma arte pública em instrumento de reparação simbólica, educação patrimonial e atualização do seu próprio imaginário urbano.
Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com apoio de Inteligência Artificial e revisado pelo editor-chefe Marcelo Neves. O Notícias Gramado mantém curadoria, checagem e responsabilidade editorial humana sobre as informações publicadas.
Sobre o autor:
Editor: Marcelo Neves
Transparência:
Política Editorial |
Uso de IA |
Correções |
Contato

