Gramado – RS aprova revogação da Taxa de Turismo em abril de 2026

Publicado por Marcelo Neves em 18 de maio de 2026 às 13:37. Atualizado em 18 de maio de 2026 às 13:37.

A Câmara de Gramado aprovou, em 13 de abril, a revogação da Taxa de Turismo Sustentável, cobrança criada em anos anteriores para visitantes. A decisão muda a política tributária local em pleno calendário forte do turismo.

O pacote aprovado inclui dois projetos do Executivo e reposiciona a cidade em um momento de alta circulação. A medida busca simplificar regras e reduzir barreiras para quem viaja à Serra Gaúcha.

Segundo o Legislativo, a sessão também aprovou ações ligadas à inovação e à conscientização sobre doenças raras. Ainda assim, a retirada da taxa foi o ponto com maior impacto econômico imediato.

O que a Câmara aprovou em Gramado

De acordo com a Câmara, o PLO 077/2025 revoga integralmente a lei da Taxa de Turismo Sustentável.

Na mesma sessão, os vereadores aprovaram o PLC 004/2025. O texto altera o Código Tributário Municipal para retirar dispositivos ligados à antiga cobrança.

Na prática, a cidade elimina a base legal da taxa e limpa a legislação tributária. O movimento reduz dúvidas para turistas, hospedagens e operadores do setor.

  • Revogação da lei que criou a taxa
  • Retirada das menções no Código Tributário
  • Simplificação das regras para visitantes

A Câmara afirmou que a medida pode facilitar o acesso de turistas e moradores aos serviços locais. O argumento central é fortalecer a atividade econômica ligada ao turismo.

Cenário de Gramado - RS com destaque para a economia local após a nova decisão
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Por que a decisão ganhou peso em 2026

Gramado atravessa 2026 com agenda cheia e forte dependência do fluxo de visitantes. Qualquer mudança sobre custo de viagem tem efeito direto sobre reservas, consumo e competitividade regional.

Em março, o Ministério do Turismo informou investimento de R$ 7,5 milhões em acessos a atrativos de Gramado, além de cerca de R$ 2,2 milhões do município.

No anúncio federal, a pasta defendeu que obras viárias ampliam segurança, fortalecem a experiência do visitante e distribuem melhor o fluxo turístico pelo território.

Esse contexto ajuda a explicar o peso político da revogação. Enquanto Brasília financia infraestrutura, Gramado reduz uma cobrança que por anos simbolizou debate sobre financiamento do turismo local.

  1. Mais facilidade para comunicar preços ao turista
  2. Menos complexidade tributária para o setor
  3. Pressão por novas formas de custear serviços urbanos

Impactos esperados para turismo e arrecadação

A tendência é de alívio comercial para hotéis e intermediários, que deixam de conviver com um tema sensível nas vendas. Em contrapartida, a cidade perde um instrumento específico de arrecadação.

Isso deve reacender a discussão sobre como bancar limpeza, mobilidade e manutenção urbana em períodos de pico. Gramado recebe volume de visitantes muito superior à sua população residente.

Em outro dado recente, a Secretaria de Turismo do Estado destacou a expectativa de 700 mil visitantes na ChocoPáscoa 2026, dimensão que ilustra a pressão sobre a estrutura municipal.

Sem a taxa, o debate agora migra para eficiência do gasto público, contrapartidas de investimentos e expansão de receitas indiretas, como ISS, consumo e ocupação da rede turística.

Para o mercado, o sinal é claro: Gramado entra no restante de 2026 com discurso de desburocratização. Para o poder público, começa a fase mais difícil, que é compensar a perda desse mecanismo.

Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com apoio de Inteligência Artificial e revisado pelo editor-chefe Marcelo Neves. O Notícias Gramado mantém curadoria, checagem e responsabilidade editorial humana sobre as informações publicadas.

Sobre o autor:
Editor: Marcelo Neves

Transparência:
Política Editorial |
Uso de IA |
Correções |
Contato

Participe com seu comentário

spot_imgspot_img

Related Articles

Últimas notícias