O Ministério do Turismo inaugurou em março um pacote de obras viárias em Gramado que soma R$ 9,7 milhões, com impacto direto sobre dois roteiros fora do circuito central da cidade.
A intervenção contempla os acessos ao roteiro O Quatrilho e ao Vale dos Pinheiros, áreas usadas para turismo rural, contemplação e atividades ao ar livre.
O anúncio recoloca Gramado no radar federal por um motivo diferente da agenda de eventos: a estratégia agora é ampliar circulação, segurança e permanência do visitante.
O que foi entregue em Gramado
Segundo o Ministério do Turismo, as obras foram inauguradas em 10 de março de 2026, com presença do secretário nacional Carlos Henrique Sobral e do prefeito Nestor Tissot.
O governo federal informou que R$ 7,5 milhões vieram do Ministério do Turismo, enquanto o município aportou cerca de R$ 2,2 milhões.
A pavimentação foi direcionada a dois eixos considerados estratégicos para desconcentrar o fluxo turístico tradicional, hoje muito concentrado no centro e em grandes eventos sazonais.
No caso de O Quatrilho, a meta é facilitar a visitação de propriedades e experiências ligadas à memória da colonização, da gastronomia e do modo de vida rural.
- Melhoria do acesso por via asfaltada
- Redução de trechos com desgaste para veículos
- Mais previsibilidade para passeios em dias chuvosos
- Integração com atrativos fora da área central

Por que o foco saiu do centro turístico
Gramado construiu sua marca nacional com eventos, decoração urbana e hospitalidade, mas a pressão sobre mobilidade e ocupação em períodos de pico levou o poder público a diversificar a oferta.
Ao investir em acessos periféricos, a cidade tenta aumentar o tempo de permanência do turista e distribuir consumo para regiões menos exploradas comercialmente.
Esse movimento também reforça uma mudança de posicionamento: Gramado quer ser vista não só como destino de inverno e de datas temáticas, mas como polo de natureza e interior.
Na avaliação do ministério, a ligação ao Vale dos Pinheiros ajuda a consolidar a cidade como destino para experiências de contemplação e lazer ao ar livre.
- Turismo rural
- Vivências históricas
- Gastronomia ligada ao interior
- Passeios de natureza
Números usados para justificar o investimento
Na cerimônia, o Ministério do Turismo associou a obra ao avanço do setor no Estado e ao desempenho internacional do destino gaúcho.
A pasta afirmou que o Brasil recebeu 9,2 milhões de turistas internacionais em 2025, enquanto Gramado registrou 97 mil visitantes estrangeiros de 72 países.
O mesmo comunicado destaca que, em janeiro de 2026, o Rio Grande do Sul foi a principal porta de entrada de viajantes internacionais no país.
De acordo com o ministério, foram quase 367 mil visitantes estrangeiros entrando pelo estado, em um fluxo que ajudou a sustentar a aposta em infraestrutura turística.
O impacto esperado para a economia local
Obras viárias voltadas ao turismo costumam produzir efeito indireto mais amplo do que o número de quilômetros pavimentados sugere à primeira vista.
Em Gramado, o ganho esperado é facilitar o acesso a pequenos empreendimentos, propriedades familiares, pontos de visitação e operações ligadas ao receptivo turístico.
Com mais segurança e menor tempo de deslocamento, o município tenta transformar trajetos antes secundários em rotas comercialmente mais atrativas para visitantes e operadores.
Isso pode favorecer negócios menores, especialmente os vinculados a alimentação, experiências rurais, produtos coloniais e hospedagem em áreas menos adensadas.
- O visitante encontra novos roteiros com acesso facilitado.
- Agências passam a incluir esses pontos com menos risco logístico.
- O gasto turístico tende a se espalhar por mais bairros e comunidades.
- A cidade reduz dependência de poucos polos saturados.
Como a obra dialoga com a estratégia turística de 2026
O reforço na infraestrutura chega em um momento em que Gramado tenta sustentar o calendário anual sem depender exclusivamente de grandes espetáculos e eventos corporativos.
Em março, a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul informou que a ChocoPáscoa de 2026 foi aberta com expectativa de receber 700 mil visitantes ao longo da programação.
Esse volume amplia a necessidade de alternativas ao circuito tradicional, sobretudo em períodos de alta ocupação, congestionamento e pressão sobre serviços urbanos.
Por isso, a pavimentação dos acessos não deve ser lida apenas como obra local, mas como peça de uma estratégia para ampliar capacidade de atendimento do destino.
O que muda para moradores e visitantes
Para o turista, o principal efeito é prático: chegar com mais facilidade a atrações menos conhecidas e com apelo de autenticidade, natureza e história local.
Para moradores, a obra tende a melhorar deslocamentos cotidianos, reduzir desgaste de veículos e elevar a integração entre zonas produtivas e o circuito econômico do turismo.
Também há um componente simbólico importante. Ao investir fora do centro, o poder público sinaliza que a imagem de Gramado pode crescer sem repetir sempre os mesmos cartões-postais.
Se o resultado aparecer em fluxo, permanência e gasto médio, a cidade poderá consolidar um novo eixo de expansão turística baseado em infraestrutura e descentralização.
No curto prazo, a entrega reforça uma leitura objetiva: em 2026, uma das notícias mais relevantes de Gramado não está em palco, feira ou festival, mas no asfalto.
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